quinta-feira, 22 de outubro de 2009

As pessoas não têm de ler o que eu escrevo!


Estive pensando sobre o porquê dessa minha vontade de querer que os amigos façam comentários sobre o que escrevo nesse blog...Sinceramente, as pessoas não têm de ler o que escrevo...se eu assim gostaria que fôsse, não necessariamente vão fazer isso.


Creio que, quando começamos essa aventura de criar um blog, queremos externar sentimentos e pensamentos; queremos que o outro acompanhe nossos  passos, nos dê um feedback...É algo que beira a infantilidade...lembra o tempo em que se é criança: precisamos mostrar nossos progressos na descoberta que é cada dia; queremos aplausos, tapinha na cabeça ("você é uma boa menina"...). Mas, não tem de ser assim...hoje.

Dei-me conta - não sem uma pontinha de frustração - de que escrevo para mim...quem quiser, leia - sem mágoa; quem quiser, comente...O visitante que passa pelo meu espaço é anônimo e assim fica, se quiser...Quantas vezes fiz isso no site de outras pessoas? Foi por medo de me expor? Medo de que meu PC fosse alvo de vírus e cookies? Simples vontade de entrar e sair anônima? Ví que discordo do outro e não quero aprofundar uma discussão? Pois é: pode ser tudo isso e outras tantas coisas...

Estou me dando conta dos múltiplos sentidos que possui a Internet. Há a solidão (que é mascarada pela ilusão de interação fugaz), há todo um portal de conhecimentos que nos aguarda (bastando digitar o que queremos saber), há a válvula de escape (a liberdade de expor um pensamento), há a ferramenta de trabalho (personalizada, adaptada ao nosso perfil profissional).

Estou aprendendo a reconhecer a grande solidão que a rede também nos proporciona...Talvez a proposta não vá de encontro ao que anseio, porque simplesmente não posso exigir das pessoas que interajam comigo...pra me criticarem, concordarem, sei lá...isso não faz parte do mundo virtual; lá, a liberdade é maior...

Apercebí-me de que a solidão continua...apenas às vezes, se mascara e, pensamos ter encontrado no personagem - tão bem interpretado - um ser real...Saibamos assistir o espetáculo e aplaudir os atores por suas magníficas performances! Obs.: existe um manual explicando como retirá-la? (já sei, na Internet...). A dúvida surge porque às vezes ela se adapta tão bem que acreditamos ser o personagem!


A máscara que estou moldando é alegre e cheia de amigos...Quem sabe, um dia, ela não se encaixe tão perfeitamente que crie vida em mim...deixando de ser uma máscara. Por enquanto, penso escrever para mim mesma - quase que um desabafo...Se alguém quiser interagir, que bom!; se não, isso já não me angustia tanto...Um sincero e fraternal abraço a todos.

5 comentários:

Nau Coração de Estrelas disse...

Leninha, boa noite aqui de Portugal!
Até poderão ler o que escreves, mas poderão é não te deixar um comentário. Há de tudo como na farmácia!! Além dos interesses de cada um serem diferentes, existe o factor tempo que condiciona qualquer um de nós.
Compreendo perfeitamente aquilo que dizes e que revelas sentir sobre a interacção que desejavas existisse nestes espaços. É assim mesmo: se um dia temos imensos amigos...outros dias há menos e outros nenhuns!... É que a disponibilidade de cada um também não estará na mesma proporção com o tempo que os temas exigem se começarem a comentar um post.
Deves continuar a escrever sobre o que consideras importante e também se assim entenderes, convidar as pessoas a lerem os teus post.
Beijinho de boa noite da amiga
Nau

João Batista disse...

Querida amiga LENINHA, lendo esta sua postagem procurei definir de minha maneira sobre o que voce postou.
Na minha opinião considero a internet como que uma horta comunitaria,pois todos os que aqui vem semeam alguma coisa, boas ou ruins, e nestas passagens alguns vem para colher aquilo que lhe convem, e outros passam somente para pisotear os canteiros,Porem o plantador reforma os canteiros pisoteados e da lhes vida novamente, pois assim é a vida infelismente.
FICA COM DEUS POIS EU JA ESTOU INDO COM ELE.

manuela disse...

Minha amiga Leninha, já ontem aqui estive, mas não comentei porque outros afazeres me chamavam.
è muito interessante estas questões, eu por mim leio quase sempre os teus posts, muitas vezes me faltam palavras...para os comentar. Eu gosto muito dos teus comentários e fico muito feliz quando sou "premiada" com os teus sábios escritos, mas terás que compreender que nem toda as pessoas têm a tua facilidade em exprimi-los.
Mais haveria para dizer...
Desejo do fundo do coração um bom fim de semana com paz e amor Beijinhos

linda lourenco disse...

OLá leninha:=)vá respiras,gritas,dá um passeio,comes chocolates,depois estás melhor.oi;mas voltas.critcas ou não, é bom sinal!tocas as pessoas.O mundo está repletos de seres humanos,e pessoas ai está a difere^ncia.Bom fim de semana.beijinhossssss.

AmadeuRafael disse...

Amiga Leninha…
Li com muita atenção o seu texto e entendo perfeitamente o que ele tenta e logo consegue transmitir.
Reconheço que quando um escritor escreve uma história, um romance, ou mesmo um poema e logo o publica, pretende o seu êxito, e como se pode contabilizar esse êxito? Pois pela saída que obteve a sua obra, mas claro está que aqui não se pode contar quantas pessoas retiraram um proveito da leitura, se depois não deixa um comentário, porque ao fazer o comentário se pode entender o que dele o leitor tirou ou entendeu, e muitas vezes o leitor tira conclusões, que o autor nunca tinha pensado nessa possibilidade ou seja faz com que o autor veja coisas que ele mesmo criou, mas não tinha conhecimento de tal… Pelo menos comigo isso acontece! E é muito gratificante.
Mas querida amiga, tem que entender que mesmo lendo e gostando à muita gente que não tem o dom do comentário, muitas vezes eu lê-o entendo à minha maneira mas não sou capaz de deixar um comentário digno do que li! Por isso prefiro ficar com o conteúdo e sair em silêncio do que deixar apenas uma saudação, para saudar temos outro meios e não a zona destinada a comentar, com tudo isto eu apenas quero dizer o seguinte. Querida amiga, continue escrevendo porque eu gosto muito e sei que a muita gente também.
Um forte abraço deste seu amigo
Amadeu Rafael